domingo, 14 de setembro de 2014

VIDA ÀS AVESSAS

O coração está vazio.
Solidão.

A cerveja desliza sem fazer barulho,
pra não incomodar o silencio da alma,

alma que se faz mulher: dia sim, dia não, responde como pode.

Mulher faceira, fagueira, se embriaga ao preencher o coração de ternura.
Ternura que se faz menina, ao perfume francês, misturado ao odor do frango que assa descuidado.

Descuidada é a vida,
descuidado é o amor,
Amor menino nos braços da mulher madura...

E assim vamos vivendo,
debaixo do azul do céu,
debaixo da escuridão da noite,
debaixo do segredo da solidão.

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