sábado, 14 de dezembro de 2013

AMIGO RAMON

Nada mais   verdadeiro que a existência de um amigo leal e puro de coração..
Uma pessoa de princípios, sabe conduzir sua vida com dignidade, sem chafurdar a vida alheia, sem descumprir com seus deveres e obrigações.
Além do mais, esse amigo é um profissional que chega a perfeição, pois carrega em seu coração princípios verdadeiros da religiosidade que o acompanha!
Amigo Ramon!
Que Deus lhe abençoe em sua jornada e conduza seus passos com sabedoria.
Sabedoria essa, que lhe rodeie de pessoas sábias, íntegras, que você separe o joio do trigo.
Nunca se esqueça de seus princípios leais, sempre apontados pela sua mãe- mãe querida que lhe acompanha sempre.
Colabore para o crescimento educacional de Contagem, como sempre tem feito.
Sua luta hoje é diferente da década de oitenta, a partir de onde você cresceu, amadureceu e se fez um trabalhador da Educação.
Conte conosco, seus amigos leais, e que a simplicidade de sua alma acompanhe seu caminhar.
Seja feliz! Como sempre foi... Que Deus lhe abençoe!
 Suas amigas Andrea Nardotto e Julia Carolina da Cunha.






domingo, 1 de dezembro de 2013

DESPEDIDA

Falar de angústia, não tem nada a ver com o rejeitar da Contagem que me acolheu.
Ledo engano.
Sou filha desta terra, pelas amizades que construí, pelas companhias que ela proporcionou, pelas amizades que carrego no coração, pelas jabuticabeiras floridas e frutíferas que me lambuzaram de prazer, pelo zumbido do vento que assobiava nas minhas janelas e no bater das persianas. 
Contagem, mãe generosa que me aceitou como filha adotiva, confirmando este amor com o título de cidadã honorária, presente para os forasteiros que fizeram algo de bom pela cidade.
De forasteira, passei a filha...
Acho que meu destino! Ser cigana por onde passo, deixar meu rastro e prosseguir...
Meu caminho ainda é longo!
Talvez Ferros seja uma pedra de uma capistrana diferente!
Sei que minhas raízes são esparramadas pelo mundo e em Contagem, deixo dois amores: Eugênio e Hercílio Gomes, duas pedras preciosas enterradas no cemitério Bom Jesus
Agradeço ao contagense tudo o que me proporcionou de bom. Que a cidade me aceite como filha!
Como dizia meu pai, vou ali e volto já!
Até breve, meus queridos!.

LIBERTAÇÃO

O coração pergunta: - que fazer pra deixar de lado esta angústia, este vazio, este nó no peito?
Olho ao meu redor quando caminho pelas ruas de Contagem, olho ao redor quando a vejo pela janela do táxi,
Procuro exacerbada em cada canto da minha casa.
Tudo se mostra vazio.
Da janela do meu quarto só vejo um poste de luz, com fios embolados. São necessários, mas cruéis.
Gosto de cães. Tenho dois que me afeiçoam quando estou sozinha. Quase sempre.
Mas há uma solução para meu desassossego: FERROS, uma cidade pequena com o coração maior do mundo.
Pra lá, vou levar minha mudança: as flores esperam, coloridas e perfumadas, o marejar do rio e o riso de novos amigos.
Não se trata de uma mudança geográfica: é o continuar de uma vida, interrompida com meus onze anos
.Onze anos... o verde do vale, as brincadeiras com os primos, o badalar do sino, as amizades, foram trocadas pelo Colégio interno.
Em princípio,colégio PioXII, onde vi lindos flamboaiãs, e nos passeios em fila, conheci a Pampulha...
Depois , em Itabira- Colégio N.S. das Dores, de onde contava os vagões da RFFSA.  . Passavam de cem...
O sino não tocava... mas o som dos violinos estremeciam as almas adolescentes e infantis que habitavam este quase mosteiro...
Hoje me sinto quase livre...
O vale me aguarda com o marulhar do rio, pelo traçado das capistranas, e, acredite você: pelos amigos e pelos perfumes das flores.
São muitas flores: o colorido delas desabrocha o amor de corações, o afeto de amores perdidos,
Vou-me embora pra minha Pasárgada... Conto nos dedos o momento que o sonho realizar-se-a.
Jogarei pelo correr das águas do rio, tudo que faz sangrar o coração menino...
Renascerei!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

VOLTA PRA FERROS

Estou com o coração saltitante, alegre, feliz, quase explodindo no peito.
A razão? mudo para Ferros, minhas origens, terra onde pulei amarelinha na minha infância, fiz minha primeira comunhão, coroei Nossa Senhora, fiz o Grupo Escolar e brinquei com minhas primas e primos por todos os lados.
Foi lá que aprendi a andar a cavalo, nadar nos ribeirões que cortavam a Brasília e decifrar os livros indicados pelas minhas professoras: D. Delza e D. Finoca.
No livro "As mais Belas Histórias" descobri a liberdade de buscar outros e mais outros e mais outros: até descobrir minha cigana que sou hoje.
E minha cigana quer rodar sua saia nas capistranas das ruas de Ferros, acompanhada de uma rasteirinha confortável e colaborar com meus conterrâneos o trabalho que sei fazer: cuidar do Patrimônio Cultural da cidade, seguindo as exigências do IEPHA/MG, para que Ferros possa usufruir do repasse do ICMS Cultural.
Fora isso, quero cuidar do meu quintal que é todo florido e acompanhar Janna- minha cadelinha em sua descoberta da liberdade! Quero redescobrir amigos e construir novas amizades...
Ferros, eu me entrego por inteiro a você, terra querida... Me aguarde também com o coração aberto...
Estou pronta!

domingo, 13 de outubro de 2013

CONSTATAÇÕES

Às vezes, minha cigana me faz cometer loucuras... O passado me condena.
E como é cruel: deve ser a sombra de uma assombração que atazana minhas horas, meu viver, minha liberdade.
Um encosto...
Encosto de etéreas vivências, vaporização do nada, vida já vivida, fezes pelas costas, inferno em vida.
Por essas e outras razões, tenho costas largas e ciganas do além que afastam do meu ser tanto mal estar...
Não quero me chafurdar na lama novamente. Sou limpa e o limo desse mal eu já salvei.
São filhos lindos, filho que já fez fruto; fruto ventre que nasceu Jesus!
Não sou fera ferida! Sou fera achada nas profundezas da dor.
Sou menina levada que se encontrou no baruchear de um judeu, perseguido como eu, pelas asas da inquisição.
O Baruchear, me fez mulher, reconhecer minhas gargalhadas no espaço, encontrar as fantasias, uma a uma, ao som de melodias doces, sensuais e sexuais.
O pingar das velas, o gotejar da pinga, o amargor da cerveja fizeram de nós dois amantes amados, benquistos por Eros, nosso mestre maior.
Quero meu hoje... quero meu vento cigano a balançar as saias que cobrem minhas verdades.
Quero o riso de hoje, a saudade de hoje, a impossibilidade do hoje, o amanhecer ensolarado do agora!


DOMINGO AZUL

O coração palpita músicas selecionadas e os ouvidos se deliciam com cada uma delas.
Espero.
Espero o sonho acordar entre acordes melodiosos, românticos e eróticos.
A cerveja desliza devagarinho pela garganta sedenta, pelos lábios secos de vontade de um beijo morno e molhado.
Espero um acontecimento nesse apartamento vazio do meu amor e, sei que ele aguarda o momento de se aproximar.
Ou a loucura me tomou por inteiro? Tomara!
A sanidade afasta de mim possibilidades de permitir à minha cigana de bater suas pulseiras, soltar uma gargalhada voraz e transformar solo do violino em sons que invadem o espaço sideral da minha imaginação.
Das notas sol, re, lá, mi... melodias simples, mas cheias de ternura encaminham como um sinal de fumaça ao coração do amante eterno.
Não sei se ele ouve... situações inusitadas dificultam sua presença e a sensatez de seus ouvidos atordoados pelo barulho confuso da tomada de decisão.
Senhora desatadora dos nós, interaja nesse momento e sopre nas ventas do meu amado que espero por um beijo quente e pelo desenrolar do fio de Ariadne que reconstruirá nossa história.
Mãos abertas, dedos em posição de segurar as linhas da memória, que com certeza, aflorarão detalhes por detalhes.
Já nos purificamos de lembranças dolorosas e hoje, nossa esperança é verde, girassóis enfeitam nosso chão, escrevo versos cujas vogais caem pelo tapete, formando frases de amor.
E a cigana, toma sua cerveja num caneco vermelho, segura a saia rodada, que hoje é azul da cor do céu.
A cigana já definiu meu destino... Olé!!!!