Reverencio ao amor que chegou de mansinho...
Não pediu licença e foi se instalando de leve, no coração, na alma, nas entranhas.
Sentimento audaz, atrevido, que apossa-se do ventre, do ser por inteiro!
Amoramado,escapole palavras de afeto entrelinhas do viver.
Amorafeto, amora a lambuzar de carícias com o sabor vermelho, da cor do batom...
Amorcoragem de viver o novo, sem o toque, sem carícias explícitas, mas carícias tocadas pela alma.
Almas a confabularem segredos destoantes da realidade.
Almas a se beijarem como o sopro, como o esvoaçar das asas do beija-flor.
sábado, 8 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Audácia
Hoje me revirei de ponta a cabeça.
Abri de leve o coração para um amor amortizado pela distância.
Expus o peito de forma bonita,me lambuzei de mel ao adocicar as palavras
com cuidado para que o sonho não se perdesse.
Sussurrei devagarinho palavras doces.
Desnudei-me de vez para ser entendida, já que os olhos não estavam perto para serem o meu espelho.
Fui feliz.
As palavras abstratas foram captadas com sutileza pela alma levada do menino que não cresce...
A doçura, como uma enguia, escapulia das palavras diretas que gritavam o amor que lhe mostro por inteira,sem pudor, sem receio...
Conheço seus olhos tristes,ah, olhos tristes que um dia se espelharão no meu sorriso!
Olhos tristes, sorriso faceiro que não muda com o passar dos anos.
Meu amor existe, por isso eu canto.
E solfejo no violino notas musicais que refletem meu coração.
Abri de leve o coração para um amor amortizado pela distância.
Expus o peito de forma bonita,me lambuzei de mel ao adocicar as palavras
com cuidado para que o sonho não se perdesse.
Sussurrei devagarinho palavras doces.
Desnudei-me de vez para ser entendida, já que os olhos não estavam perto para serem o meu espelho.
Fui feliz.
As palavras abstratas foram captadas com sutileza pela alma levada do menino que não cresce...
A doçura, como uma enguia, escapulia das palavras diretas que gritavam o amor que lhe mostro por inteira,sem pudor, sem receio...
Conheço seus olhos tristes,ah, olhos tristes que um dia se espelharão no meu sorriso!
Olhos tristes, sorriso faceiro que não muda com o passar dos anos.
Meu amor existe, por isso eu canto.
E solfejo no violino notas musicais que refletem meu coração.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Sarau
Fala-se em um sarau de poesia.
A alma arrepia-se toda com a possibilidade de estar presente.
Viajo na crônica "Felicidade Clandestina" e gostaria participar para socializar tamanha beleza.
Tertúlia regada a vinho,amigos, slow food e poesias a encherem de luz o coração!
Felicidade roubada nos pequenos momentos de alegria que preenchem a vida.
A casa continua vazia, assim como vazio é o coração.
A futilidade não ajuda em nada;
às vezes a cerveja promove uma viagem no sonho, na fantasia do ser feliz.
Mas o computador chama à realidade. Parafraseando Clarice, é uma mulher com seu amante.
Amante que responde em poucas palavras o desejo de ser mulher,
mulher tonta de desejo, felicidade fugidia promovida de se encontrar com o amado
e misturarem bocas a sussurrarem desejos escondidos.
Escondidos de si mesmo, segredos do coração entontecido de saudades, saudades do que nunca foi visto, tocado, acariciado...
Saudades do amor que não tive.
E o sarau ilumina a vida que se degladia em duas...
A alma arrepia-se toda com a possibilidade de estar presente.
Viajo na crônica "Felicidade Clandestina" e gostaria participar para socializar tamanha beleza.
Tertúlia regada a vinho,amigos, slow food e poesias a encherem de luz o coração!
Felicidade roubada nos pequenos momentos de alegria que preenchem a vida.
A casa continua vazia, assim como vazio é o coração.
A futilidade não ajuda em nada;
às vezes a cerveja promove uma viagem no sonho, na fantasia do ser feliz.
Mas o computador chama à realidade. Parafraseando Clarice, é uma mulher com seu amante.
Amante que responde em poucas palavras o desejo de ser mulher,
mulher tonta de desejo, felicidade fugidia promovida de se encontrar com o amado
e misturarem bocas a sussurrarem desejos escondidos.
Escondidos de si mesmo, segredos do coração entontecido de saudades, saudades do que nunca foi visto, tocado, acariciado...
Saudades do amor que não tive.
E o sarau ilumina a vida que se degladia em duas...
terça-feira, 4 de maio de 2010
Acordo pela manhã em busca do amor
O bocejar é o reflexo desta procura,
Amor de longe, mas que faz da minha alma um pássaro multicolorido...
Prenche o vazio da noite quando os sonhos não foram bons.
Traduz em alegria a espera do cotidiano, da rotina enfadonha do dia que amanhece.
Ainda bem que existe a aurora, esta luz irradiante que sufoca todos os desencantos.
O amor está chegando.
Cada dia fica mais próximo o momento de trazê-lo no colo e secar as lágrimas que escorreram por um longo período.
E o amor, esta coisa linda, mata os leões que me arranham,
palavras ferinas,deboches irônicos, cumprimentos que são rugidos a tornarem os dias mais difíceis.
O amor está chegando...
E eu assobio uma canção doce que soa do violino de Paganinni.
A vida torna-se bela e o bocejar continua sua doce espera,
Espera que faz da vida um eterno amanhecer!
O bocejar é o reflexo desta procura,
Amor de longe, mas que faz da minha alma um pássaro multicolorido...
Prenche o vazio da noite quando os sonhos não foram bons.
Traduz em alegria a espera do cotidiano, da rotina enfadonha do dia que amanhece.
Ainda bem que existe a aurora, esta luz irradiante que sufoca todos os desencantos.
O amor está chegando.
Cada dia fica mais próximo o momento de trazê-lo no colo e secar as lágrimas que escorreram por um longo período.
E o amor, esta coisa linda, mata os leões que me arranham,
palavras ferinas,deboches irônicos, cumprimentos que são rugidos a tornarem os dias mais difíceis.
O amor está chegando...
E eu assobio uma canção doce que soa do violino de Paganinni.
A vida torna-se bela e o bocejar continua sua doce espera,
Espera que faz da vida um eterno amanhecer!
sábado, 1 de maio de 2010
Poetisar...
Ando em busca de algo que preencha a alma.
Um amor, talvez, uma poesia, quem sabe, uma tocata de violino, porque não!
O coração bate descompassado, mas a alegria bate à porta, assim como os raios do sol...
A tristeza é passageira, basta mudar a sintonia da alma.
Alma linda, florida, fagueira, que insiste em se fazer presente!
Alma que brinca com a dor e se esconde num mundo de faz de conta...
Faz de conta que engana e transforma o vazio em férias!
Isto! Estou em férias.
E atuo no vazio da solidão.
Atuo no vazio da vida que balança a cortina,
enchendo a casa de luz!
Um amor, talvez, uma poesia, quem sabe, uma tocata de violino, porque não!
O coração bate descompassado, mas a alegria bate à porta, assim como os raios do sol...
A tristeza é passageira, basta mudar a sintonia da alma.
Alma linda, florida, fagueira, que insiste em se fazer presente!
Alma que brinca com a dor e se esconde num mundo de faz de conta...
Faz de conta que engana e transforma o vazio em férias!
Isto! Estou em férias.
E atuo no vazio da solidão.
Atuo no vazio da vida que balança a cortina,
enchendo a casa de luz!
Madeleines...
Tenho a alma ferida como só...
A respiração está curta e a angústia abriga o peito.
Sem saída, eis a questão: de um lado, a dor da solidão, por outro lado,
a impotência diante das surpresas da vida.
Nunca se espera a dor do outro que atinge seu ser,
Como se não bastasse a saudade do amor que se foi.
Amado amante que se derramava em sorrisos altivos,
dentes alvos a soletrarem o sentimento alvoroçado da casa,
que desenhava em suas paredes a alegria do viver a dois.
Lua cheia como hoje, colchão na varanda,
amor desatinado sob estrelas, amor enlouquecido sobre a luz do vagalume.
Saudade do amor esparramado em notas musicais pelos sabores exalados da cozinha.
Reminiscências vazias em forma de fada nas costas da mulher.
Lembranças tatuadas em clave de sol e nota musical no pulso que manuseia o arco do violino;
notas musicais que choram o amor que se acabou.
A respiração está curta e a angústia abriga o peito.
Sem saída, eis a questão: de um lado, a dor da solidão, por outro lado,
a impotência diante das surpresas da vida.
Nunca se espera a dor do outro que atinge seu ser,
Como se não bastasse a saudade do amor que se foi.
Amado amante que se derramava em sorrisos altivos,
dentes alvos a soletrarem o sentimento alvoroçado da casa,
que desenhava em suas paredes a alegria do viver a dois.
Lua cheia como hoje, colchão na varanda,
amor desatinado sob estrelas, amor enlouquecido sobre a luz do vagalume.
Saudade do amor esparramado em notas musicais pelos sabores exalados da cozinha.
Reminiscências vazias em forma de fada nas costas da mulher.
Lembranças tatuadas em clave de sol e nota musical no pulso que manuseia o arco do violino;
notas musicais que choram o amor que se acabou.
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